sábado, outubro 29, 2005

Um dia destes, tava eu num jardim, sentado num banco de pedra feito de madeira, lendo um jornal sem letras oferecido aquando da sua compra, á luz de um candeeiro apagado vejo uma noticia que sem interesse, me susciptou curiosidade.
Dizia que certo dia, ontem, á meia noite, quase 10 horas, um surdo escutou um mudo dizer que o cego viu um aleijado correr atrás de um carro parado.
E perto dali, a uns 200km´s, num dia frio( 35º positivos) em que o sol iluminava a pálida noite, uma velha de 15 anos, sentada em um outro banco de pedra feito de madeira, dizia calada e em bom som, que preferia morrer a perder a vida.

è do caraças.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Uma dúvida, ou talvez apenas mais uma confusão mental, certo, é ter-me surgido nos ultimos dias aquando de várias conversas com diferentes pessoas.
E essa confusão "mentológica" apareceu quando ao fim de vários relatos, de experiências passadas, acontecimentos breves ou até mesmo relações amorosas antigas.
Mas algo me incomoda, e me faz uma certa confusao.
Porque?
Pelo simples facto de as pessoas viverem agarradas a esses momentos, se lembrarem deles e exclamarem as tão conhecidas frase " bons tempos", " se fosse hoje....", enfim, dialectos perdidos.
e mais uma vez.... Porque?
Muito simples, é isso mesmo. É passado.
Se passou, foi porque teve que ser, porque serviu para aprender alguma coisa e se acontecesse exctamente o mesmo hoje, seria uma perda de tempo.
A lição foi estudada, aprendida e praticada, não vale a pena ser praticada mas sim, aprofundada e melhorada.
Sinto que ao mesmo tempo acaba por ser reflexo do mundo em que vivemos hoje, principalmente na nossa situação em termos de país. Talvez por isso sejamos a população mais insatisfeita da União Europeia, porque vivemos agarrados ao que tivemos e ao que fomos.
Passado passou..... o dia começa amanhã..... Bom dia