domingo, junho 19, 2005

Este texto, surge numa altura em que muitas pessoas se dirigem a mim e se questionam sobre certos aspectos da sua vida, e do que irá ser delas num futuro....
relacionado com isso, surgiu-me a ideia de escrever sobre a generalidade dessas pessoas e sobre mim mesmo, personificado por alguém que imaginei existir.... sendo assim, deixo-vos com ..... "Auto-Retrato"

Certo dia, passeando em memórias recentes, divagando em pensamentos e lembranças, encontrei alguem, sentado, simultaneamente lúcido mas perdido e distante, fixamente olhando o horizonte.Mas não a linha do horizonte, pelo contrário, o horizonte da sua vida e pessoa.reflectindo, pensou em si, na sua vida...... no que conseguiu, no que conquistou, no que adquiriu e no que perdeu.No poderia ter e no que poderia ter tido e ainda no que nem chegou a querer.E assim, lá estava ele.... cara escura do sol, pele marcada todo o ano pelas "mazelas" do sol de verão.Com um grande vulto, cabelo escuro e olhos brilhantes, não grandes mas despertos, outras vezes pesados das noites mal dormidas ou do cansaço acumulado de toda uma semana mal gerida.Sorriso rasgado, gargalhada cativante, que muitas das vezes esconde o seu interior destroçado e abalado por momentos cruciais da vida.Mãos virgens, da vida e trabalho pouco árduos que teve.O trabalho sempre lá esteve, marcou a sua vida mas não de uma maneira física, apenas psicológica e de certo modo, influenciando toda a sua maneira de ser e estar.Menino nao requintado mas de cedo habituado a lutar por objectivos de forma a obter a recompensa, mais uma vez, não física mas pessoal e sempre a longo prazo.Pessoa culta, desperta para os seus interesses, pessoa ainda de vivências positivas, amigos certos e muito abrangentes pouco se importando com posições sociais mas sempre com vontade de algo mais.Pouco dado a amizades fáceis segue a sua vida com um grupo restrito de amigos.sempre com tendência para se atrasar, cumpre sempre o que diz, acima de tudo em momentos cruciais tenta tar presente, dando sempre a cara se preciso.mas olhando o horizonte, sente que está sozinho, conta consigo próprio tentando na sua vida do dia dia se descobrir e tentando saber quem é, o que faz, o que diz, o que tem....De sentimentos reservados e muito próprios, guarda para si o sofrimento e partilha com terceiros as alegrias.Num mundo muito próprio, tem tendência a reservar-se, isolar-se e pouco dado a conversas comprometedoras, vê-se perdido neste mundo humano, chamado sociedade.E surge a questão..... qual o seu papel? A sua missão?e a única conclusão será....? (sobre)Viver.... ( ?! )

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