segunda-feira, junho 13, 2005

O ciúme é irracional: alimenta-se do seu próprio sofrimento e é como se só conseguisse saciar-se e acalmar-se quando tudo o que de pior imaginou se torna real e nítido e visível. O ciúme é uma dúvida doentia que cresce como um cancro e a que só a certeza de já não haver lugar para dúvidas pode trazer, pelo menos, o bálsamo de pôr fim a essa angústia, a esse enxovalho de viver permanentemente à procura dos sinais da traição. Quanto mais chocante for a evidência, quanto mais real for o real da traição, mais o ciúme se sente recompensado, redimido, quase digno de respeito.


Quando me encontrar
Triste e solitário
E meus olhos refletirem
A tristeza da minha alma
Quando o céu se confundir
Com os podres da terra
E em minha mente
Não encontrar equilíbrio Entrarei em teu corpo
Pegarei tuas mãos
E pedirei que me abraces
Assim bem apertado
E que confortes um coração
Nem sempre compreendido
abandonado ou perdido
que assim viverá contigo para sempre....
em corpo...
ou em mente....

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